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Arquétipos que as empresas usam – Fora da Lei?

O uso dos arquétipos é um exemplo muito importante de como a Comunicação é repleta de conceitos ‘emprestados’ de outras áreas.

E o que são arquétipos?

Os arquétipos são traços herdados e compartilhados por ‘toda a humanidade’. Para C.G. Jung, são imagens universais que fazem parte do inconsciente coletivo. É complexo, mas caso você não tenha ouvido nada sobre os arquétipos antes, imagine o seguinte: sabe aquelas pessoas mais ingênuas que acreditam que mundo se divide em mocinhos e vilões? Pois muito bem, esta noção que temos do que é um “mocinho”, um “vilão” e até mesmo um “ingênuo” fazem parte de algum arquétipo. É impossível não se encaixar em algum deles.

As grandes marcas definem um arquétipo para a empresa, pois a escolha deste ajuda a definir o modo como a empresa se relaciona com o público, em como ela é vista pelo mercado, etc.

Confira alguns exemplos de arquétipos abaixo.

Estes são os mais utilizados pelas empresas:

O Sábio
Lema: “A verdade libertará você”
Desejo: alcançar a felicidade com o conhecimento e a verdade
Medo: ser enganado, iludido ou ser ignorante
Estratégia: buscar o autoconhecimento e aprimorar habilidades
Dons: inteligência e confiança

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O Herói
Lema: “Onde há vontade, há um caminho”
Desejo: provar o valor com ações corajosas e difíceis
Medo: ser fraco, vulnerável
Estratégia: ser o mais competente e corajoso possível
Dons: competência e coragem

Criador
Lema: “Se pode ser imaginado, poderá ser criado”
Desejo: criar algo de valor duradouro
Medo: ter ideias medíocres ou executar a ideia mediocremente
Estratégia: desenvolver controle e aptidão na área artística
Dons: criatividade e imaginação

Prestativo
Lema: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”
Desejo: proteger os outros do mal
Medo: egoísmo, ingratidão
Estratégia: fazer coisas pelos outros
Dons: compaixão, generosidade

Porém, existem alguns arquétipos bem distantes desses mais populares citados acima, como os arquétipos Fora da Lei; Bobo da Corte; Inocente.

Parece estranho, mas tais arquétipos se encaixam perfeitamente para algumas empresas, por mais que à primeira vista possamos torcer o nariz. Quem deseja, afinal, ser visto como um bobo ou um fora da lei?

A marca Johnson & Johnson utiliza o arquétipo Inocente e cai como uma luva para ela, pois o arquétipo Inocente tem como traços principais a pureza, a bondade. Para uma marca associada à limpeza e higiene funciona muito bem.

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Ora, e quanto ao Bobo da Corte?

Vamos dar uma pista: dois hambúrgueres, alface, queijo molho especial…
Sim, isso mesmo, Mc Donald´s usa desse arquétipo para criar uma imagem divertida para o público. O arquétipo do Bobo da Corte tem como maior desejo “viver a alegria do momento”. Fast food é isso, uma alegria que dura o tempo de um lanche.

E por fim, talvez o mais estranho de definir como arquétipo: o Fora da Lei. E aqui vai mais uma pista:

VRUM! VRUUMMN! PÓPÓPÓPÓPÓPÓ VRUN VRUN VRRRRUUUUUUUNNNN!

Yeah! A Harley-Davidson usa do arquétipo do Fora da lei, cujo maior medo é… ser comum. A pessoa que compra uma Harley não quer ser comum, quer é pegar a estrada com uma turma e sair causando!

“On your journey cross the wilderness
From the desert to the well
You have strayed upon the motorway to hell

Well I’m standing by a river
But the water doesn’t flow
It boils with every poison you can think of
And I’m underneath the streetligh”
(Road To Hell)

Mas e aí, qual o arquétipo da sua empresa?

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